Em setembro de 2022 estreou na Netflix o filme Blonde e, como era de se esperar, todo mundo passou a falar dele.
Baseado no livro de mesmo nome da escritora Joyce Carol Oates, o filme é uma releitura ficcional da biografia de Marilyn Monroe. Quem a interpreta é a atriz Ana de Armas, que surpreendeu geral com a caracterização impecável.
E é sobre isso que vamos falar: como a Marilyn se tornou um ícone da moda que dispensa apresentações.
Uma estrela fora do padrão
Uma das divas mais populares do cinema, a atriz também é lembrada por ter enfrentado as regras estéticas da época. Nos anos 50, com o boom dos eletrodomésticos, a mulher nos Estados Unidos era vista, antes de tudo, como dona de casa, recatada e cuidadora da família.

Enquanto isso, Marilyn fazia sucesso como uma mulher sensual, fora da curva, que se divorcia e platina o cabelo. Seu corpo curvilíneo, considerado fora do padrão, era valorizado com peças mais justas e estruturadas, silhueta marcada, pele à mostra e brilho. Alguns exemplos: saia lápis, vestido acinturado, espartilho, blusa sem alça (o famoso “tomara que caia”)… e saco de batata.

Não, você não leu errado: Marilyn era tão autêntica que fez um ensaio fotográfico vestindo um saco de batata.
O motivo? Rebater uma crítica preconceituosa da imprensa, que chamou um de seus looks de vulgar e ainda disse que ela ficaria melhor vestida com um saco de batatas. Ela foi lá e deu o nome!
Isso mostra como as roupas de Marilyn movimentavam a mídia e, sabendo disso, ela se expressava e dizia ao mundo o que queria. Como disse a cineasta Lílian Lopes, Marilyn surgiu numa época de transformação do padrão de beleza para inspirar a todos, não só quem a via nas telas do cinema.
Um vestido que ainda faz história
Em 2022, o vestido que ela usou ao cantar “Parabéns pra você” para o presidente Kennedy, em 1962, voltou às notícias no mundo todo: no Met Gala, o baile beneficente do Metropolitan Museum of Art, Kim Kardashian usou a peça original no tapete vermelho e uma réplica exata no resto da festa.
Um look tão espetacular que há quem diga que foi o mais bonito da noite — prova de que Marilyn continua fazendo história e pode, sim, ser considerada um ícone da moda.
Houve muitas especulações de que o vestido teria sido danificado e críticas a Kim por usar a peça original, que pertence ao museu Ripley’s Believe It or Not!, mas nada disso foi provado.
Com Blonde, dá para conhecer as dores e as delícias da fama de Marilyn Monroe. A opinião do público ficou bem dividida, mas uma coisa é certa: o filme se apoia no estilo dela e traz para as telas uma chuva de roupas icônicas.
Moda é expressão
A moda é uma forma genuína de expressão, um jeito de mostrar um pouco do que somos por dentro. Aqui na Miscela, acreditamos que a roupa não serve só para nos cobrir: ela é um posicionamento de vida.
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